terça-feira, 23 de abril de 2019

Aprende nas férias "Ler+ as tradiçoes"









23 abril dia mundial do livro


Comunidade de Leitores



inscrições aqui

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Exposição de crucifixos "Sinais da Fé"


Concurso Nacional de Leitura 13ª edição.


terça-feira, 9 de abril de 2019

Férias na Biblioteca


segunda-feira, 4 de março de 2019

Programação Cultural Março 2019



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

28 de Fevereiro homenagem a Maria Eugénia Neto


Maria Eugénia Neto nasceu em 1934, em Trás dos Montes(Portugal) e cresceu em Lisboa.
Estudou desenho e línguas estrangeiras e participou nos coros do Conservatório Nacional Português. Publicou os seus primeiros poemas e artigos na imprensa portuguesa. Em 1948, num círculo de intelectuais africanos conhece Agostinho Neto (ver o verbete no link Bio-quem), com quem viria a casar-se dez anos depois. Durante a luta armada de libertação nacional contribui intensamente na divulgação de poemas em programas de rádio e com artigos e poemas em jornais no estrangeiro. Chegada a Angola foi directora do boletim da Organização da Mulher Angolana que era traduzido em francês e inglês. Publicou entre outros títulos: «...E nas florestas os bichos falaram» (conto/1977), livro que mereceu o Prémio de Honra da comissão cultural da então RDA e o de exposição no certame «Os mais belos livros do mundo», realizada em Leipzig, «Foi esperança e foi certeza» (poemas, Luanda 1976 - 1ª edição, Luanda, 1985 - 2ªedição), «O soar dos kissanges» (Luanda, 2000). A autora encontra-se traduzida em diversas línguas.
Sobre a sua poética diz Eugénia Neto: "Em foi «Esperança e foi certeza»(poemas,1976) apercebem-se vários sentimentos, múltiplas emoções. O leitor compartilha a amargura nas horas solitárias, a ausência dos maridos, dos pais, ou de um camarada, partido para sempre!"
O lusófilo norte-americano Gerard Moser recorda, no livro de ensaios e testemunhos «Voz igual», que «foi na Tanzânia que Eugénia cessou de escrever poemas em que dava vazão a sentimentos individuais. Em vez disso, começou a cultivar um género ensaiado poucas vezes antes, o encómio das vidas heróicas, sacrificados pela independência e a revolução, vidas de guerrilheiros e guerrilheiras. Nem por isso ele, esqueceu as vítimas anónimas da guerra: os meninos de pais ausentes ou mortos, as mães de filhos combatentes, a terra queimada. Também orientou a sua poesia e prosa até um novo sentido, parecido ao da poesia escrita outrora pelo marido. Por meio de poemas e artigos, quis alertar os Angolanos para que perseverassem na luta, não perdessem eles a esperança na vitória final e tivessem sempre em mente a visão de um futuro de paz e liberdade.»
Gerard Moser realça também que: «Talvez fossem os escritos elegíacos que ela compôs à memória dos militantes do MPLA o que mais singularizou a sua obra desde os anos setenta até que começou a criar literatura infantil.»
Por seu turno, o crítico literário português, Pires Larangeira, destaca que «Em síntese, o livro(o soar dos quissanges), inclui poemas de amor ao povo angolano(ou seja, a um dos principais pilares da força e da vitalidade fértil da nação), ao marido, recordando a luta política, honrando a sua memória, referindo e aludindo intertextualmente à sua poesia, considerando Sagrada Esperança, «bíblia» do país, outros poemas referem ou relacionam-se com o continente africano; a juventude é invocada como entidade na qual se deve depositar confiança para os desafios do futuro angolano; finalmente, coexistem duas series de poemas, que, de um modo surpreendente, instalam alguma contradição filosófica: uns são dialécticos, tematizando a matéria e a anti-matéria, em que aquela se corporifica em amor, paz, bondade, pensamento, civilização, consciência e verdade; e os outros delineiam os contornos de uma transcendência, de ressonância franciscana ou de louvação ao Senhor cristão».
Pires Laranjeira, professor auxiliar da Faculdade de Letras de Coimbra, responsável pela cadeira de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, mestre em literaturas brasileira e africana pela faculdade de Letras de Lisboa (1985) e Doutorado nessa temática (1994), acrescenta que «Deparamo-nos assim, agora, com a passagem para que o que parece ser uma renovada esperança no ideário legado por Agostinho Neto, o «Pai da Pátria», uma vez que este livro exprime a saga da criação universal, mas também poetiza dramaticamente, em tom tanto de lamento quanto de exortação, a desgraça que assolou o país e a necessidade de uma metamorfose, podendo mesmo falar-se em redenção, perante o descalabro da guerra e da miséria infligida ao povo angolano.»
Aquele especialista, autor do livro «Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, editado pela Universidade Aberta (1995), enfatiza ainda que «O discurso poético de Eugénia Neto percorre o traçado original sacrificial de uma saudosa evocação e uma angustiante interrogação sobre o amor e a morte, a paz e a guerra, a totalidade e o nada, o homem e o cosmos, em discorrer simples, lírico, pungente e apelativo, inscrevendo-se numa das tradições africanas, que através da constatação , do lamento e da denúncia, serve de alerta para transformar... (...) «Angola precisa de sonho/ para construir a realidade». Ora, a poesia de Eugénia Neto faz parte desse sonho».
In, https://www.ueangola.com



POEMA

"Asas brancas dos confins do meu sonho”
Dos confins dos meu sonho
Eu estendo asas brancas
Sobre o ódio sobre a dor
Sobre a tristeza e o desespero
Dos confins dos meu sonho
Envio-te o elo da amizade
Que faz palpitar os homens justos
E os faça unir as mãos
E Construir já o porvir
E venham torrentes e vendavais
Plenos de vida e de energia
Mostrar como é puro o meu anseio
Eu estendo asas brancas
Sobre o desespero de querer ser audaz
E ser vencido pela timidez
Devendo avançar e não dar o passo
Fechando-se e metamorfoseando-se
Como crisálidas em casulos
Eu estendo asas brancas
Intercalando-as no caminho dinâmico da vontade
E sobre a impotência de não poder libertar-se
Dos que amarram os homens aos seus erros
Asas brancas dos confins do meu sonho
Para que a fraternidade seja uma conquista
E os homens verdadeiramente sejam homens

Eugénia Neto, in "Foi esperança e foi certeza", UEA 1976



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Amor de Perdição

7 de Fevereiro 21:30h Entrada livre

Realização: António Lopes Ribeiro - 
Argumento: António Lopes Ribeiro Camilo Castelo Branco (livro)
Elenco: António Vilar, Carmen Dolores, Eunice Colbert, António Silva, Igrejas Caeiro, Assis Pacheco, Barreto Poeira.

Género: Drama
Lançamento 12 de Outubro de 1943

     Amor de Perdição é uma adaptação cinematográfica do romance homónimo de Camilo Castelo Branco feita pelo realizador António Lopes Ribeiro em 1943. Conta com António Vilar no papel de Simão Botelho, uma jovem Carmen Dolores como Teresa de Albuquerque e António Silva como João da Cruz. É considerada uma das mais fidedignas adaptações da famosa obra camiliana, tendo o diálogo sido respeitado quase na íntegra. É o filme de estreia de Carmen Dolores, que contava apenas com 19 anos na altura das rodagens.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Programação Cultural Fevereiro 2019



terça-feira, 18 de dezembro de 2018

À conversa com o Centro Desportivo e Cultural de Montalegre










quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Boas festas


Férias de Natal biblioteca municipal









quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Apresentação do Livro MY Europe Francisco Jaime Quesado

 
Apresentação do Livro MY Europe Francisco Jaime Quesado 
 
Ver Aqui:

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Programação Cultural Dezembro 2018



Apresentação do livro "My Europe"












quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Dia Internacional da Tolerância 16 de novembro de 2018




Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO,
 por ocasião do
Dia Internacional da Tolerância
 16 de novembro de 2018

Nas últimas décadas, a globalização conheceu uma aceleração desenfreada. Este fenómeno parece estar caracterizado por uma forte ambivalência: por um lado, a globalização aproxima os Estados e os cidadãos, permite uma cooperação profícua em numerosos domínios; por outro lado, gera desequilíbrios, suscita medos e cria novas tensões. Os populismos, os discursos de incitação ao ódio e à exclusão prosperam com base na ansiedade provocada pelas desigualdades socioeconómicas, as migrações forçadas de populações, as recomposições sociais, o desafio ecológico.
Este Dia Internacional da Tolerância é uma ocasião para relembrar que a diversidade cultural é consubstancial às sociedades humanas, que é uma força, um motor de desenvolvimento, uma riqueza da qual todos nós podemos retirar um benefício desde que aprendamos a conhecer-nos, que percebamos o que cada cultura tem de universal e que adotemos uma atitude de tolerância perante o que nos parece, à primeira vista, estranho e diferente.
A tolerância não deve ser entendida como a mera disposição para tolerar o outro, mas como a aptidão para o respeitar e apreciar, compreender o valor profundo da sua cultura e reconhecer a igualdade de direitos de que gozam todas as pessoas enquanto ser humano. É este o sentido da definição dada na Declaração de Princípios sobre a Tolerância adotada pela UNESCO em 1995:
“A tolerância é o respeito, a aceitação e a apreciação da riqueza e da diversidade das culturas do nosso mundo, das nossas formas de expressão e das nossas maneiras de exprimir a nossa qualidade de seres humanos”.
A tolerância, que é simultaneamente virtude moral e princípio político, é um sólido baluarte contra o racismo e contra todas as discriminações. É um vetor de paz, que devemos cultivar e reforçar. É neste espírito que foi criado, por exemplo, o Prémio UNESCO-Madanjeet Singh para a promoção da tolerância e da não-violência. Os laureados da edição de 2018 são a cineasta canadiana Manon Barbeau, que desenvolveu workshops audiovisuais itinerantes para sensibilizar para a diversidade das culturas e das línguas autóctones, e a ONG queniana The Coexist Initiative, que defende os direitos das mulheres e a luta contra os estereótipos de género.
Oxalá que estas iniciativas sejam para todos nós uma fonte de inspiração e um estímulo para cultivarmos a tolerância, agora e sempre.
 Audrey Azoulay

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Ser + campanha de solidariedade de 12 de Novembro a 10 Dezembro


sexta-feira, 2 de novembro de 2018

HOJE - "Todos Contam" - Sessão pública na biblioteca municipal (16h00)